Muito cuidado!

"No dia em que o Senhor lhes falou do meio do fogo em Horebe, vocês não viram forma alguma. Portanto, tenham muito cuidado, para que não se corrompam e não façam para si um ídolo, uma imagem de qualquer forma semelhante a homem ou mulher, ou a qualquer animal da terra ou a qualquer ave que voa no céu, ou a qualquer criatura que se move rente ao chão ou a qualquer peixe que vive nas águas debaixo da terra. E para que, ao erguerem os olhos ao céu e virem o sol, a lua e as estrelas, todos os corpos celestes, vocês não se desviem e se prostrem diante deles, e prestem culto àquilo que o Senhor, o seu Deus, distribuiu a todos os povos debaixo do céu." Deuteronômio 4:15-19

Essas passagens são tão claras que qualquer um que alega acreditar em Deus pode observa-las na Bíblia e entende-las. Isso mostra bem o que vem a ser a idolatria. Qualquer imagem, seja de homem, mulher ou animal, é algo repugnante para Deus, bem como a orientação baseado nos corpos celestes, isto é, a astrologia. Ninguém que queira ter uma relação com Deus deve se envolver com tais coisas.

É evidente a aversão por parte de Deus a tais práticas. Por isso vale a pena reforçar:

"Tenham o cuidado de não esquecer da aliança que o Senhor, o seu Deus, fez com vocês; não façam para si ídolo algum com a forma de qualquer coisa que o Senhor, o seu Deus, proibiu. Pois o Senhor, o seu Deus, é Deus zeloso; é fogo consumidor." (Deuteronômio 4:23,24; veja 1 João 5:21)

Idólatras, cuidado! Deus é um terrível fogo consumidor (cf. Hebreus 12:29; 10:31; 2 Tessalonicenses 1:7,8).

Pistolas ao bosque

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." 1 Coríntios 13:1-7

Num de seus livros, verdadeiros clássicos da literatura mundial, o escritor russo Fiódor Dostoievski, ao narrar a juventude de um de seus personagens, um monge asceta que vive como um santo num mosteiro, nos conta que ele, aos vinte e tantos anos, decidiu chamar o noivo de uma bela jovem que cortejava para um duelo.

O moço nada lhe havia feito e a jovem, espontaneamente e por amor, decidira casar-se com ele, tornando as pretensões do outro impossíveis de realizarem-se.

Agindo com o ego ferido e com orgulho, partira então para um ato extremo: o duelo. Acontece que na madrugada que antecederia a sangrenta disputa, o monge, que ainda não era monge, mudara de ideia e arrependera-se. Ele vai para o duelo, deixa-se balear de raspão no rosto e quando chega a sua vez de atirar, joga a pistola para o bosque e vai encontro do seu opositor para pedir-lhe perdão.

Esse arrependimento muda não apenas a sua vida mas a de um senhor que a tudo observava e que decide então aproximar-se dele para fazer uma terrível confidência: anos antes, havia estrangulado uma jovem senhora porque igualmente fora preterido na hora em que ela decidiu-se por casar com outro.

É que passaram-se os anos e ele conseguira culpar um servo da ex-amante que acaba morrendo de tristeza e levando a culpa pelo assassinato que não cometera.

Ao ver o tremendo gesto de perdão do duelista, este senhor resolve imitá-lo, romper o silêncio e anunciar para toda a sociedade que ele era o verdadeiro matador, mesmo sob o risco, irônico, de ninguém levar sua confidência a sério e ainda acreditá-lo como um louco.

Mas o que isso tem a ver com nossas vidas e com nosso serviço a Cristo? O que esses arrependimentos podem significar, além do fato de termos tido a coragem de afirmar nossas culpas e nossos pecados?

O que o duelista arrependido e seu amigo confidente fazem é abraçar o Amor que Cristo nos oferece. Não importam mais o ego ferido, as humilhações, os sofrimentos. O mais importante torna-se agir de acordo com o Amor que apenas Deus é capaz de nos dar e propiciar.

Assim como os personagens de Dostoievski, em nossa trajetória na terra um dia acabaremos por nos confrontar com essa Verdade. Se queremos fazer parte do Reino de Deus, precisamos ser iguais a Ele e o Amor precisa abundar em nossas vidas.

Jogamos para os bosques as pistolas do ressentimento e da competição, abandonamos as posturas beligerantes em troca da Paz de Cristo. Tudo acaba subordinado a este Amor e ao serviço a Cristo realizado nele e através dele.

Por isso, pedir perdão, perdoar e entregar-se à vontade do Pai tornam-se maravilhas às quais nos submetemos com alegria reverente. Tornamo-nos homens e mulheres modelados de acordo com os parâmetros dados pelo Senhor. É o fim da mentira, do medo e da opressão do pecado.

Nunca é tarde para nos arrependermos e deixar a Verdade triunfar. Trata-se da expressão do Amor do Pai em nossas vidas, na prática. Não em desejo ou meta mas em ação concreta. É chegada a hora de cumprir o Evangelho em nossas vidas e partilhar das maravilhas do Amor de Cristo reservadas para nós antes da fundação do mundo.

"Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor" Efésios 1:4

"Coisas ocultas"

"Naquela ocasião Jesus disse: 'Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos pequeninos.  Sim, Pai, pois assim foi do teu agrado.'" Mateus 11:25,26

Muitos questionam a existência de Deus alegando não existir nenhum indício ou argumento plausível que fundamente isso. Para tais, a menos que se esvaziem de seus "sentidos da vida", sempre será impossível ver aquelas coisas ocultas. Não há espaço para Deus num coração ocupado. Ou é tudo, ou é nada. E Deus não vai disputar espaço com meras "coisas".

É certo que Deus nos deu autonomia de vontade, e também que muitos infelizmente decidiram que buscar "coisas mais interessantes", "a sua felicidade", etc. Talvez em algum momento essas pessoas olhem para cima. Muitos olham quando "O pecado do homem mau o apanha na sua própria armadilha..." (Provérbios 29:6a), momento em que podem acabar se esvaziando da sua autossuficiência, e então ver as "coisas ocultas".

De uma forma ou de outra, estar "num baixo nível" onde se vê as "coisas ocultas" faz toda a diferença na vida!

"Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus." (Mateus 5:3)


Cristãos Não-denominacionais?

Pedro, Paulo e outros discípulos do primeiro século eram cristãos, mas eles eram membros de alguma denominação? Nenhuma mesmo! A divisão denominacional, tal como a conhecemos, não existia no primeiro século. Todos os cristãos estavam em um corpo, da igreja que pertence a Jesus (Mateus 16:18; Efésios 4:3-6). Cristãos do primeiro século eram membros da igreja de Jesus, mas não membros de qualquer denominação. Por que você e eu não podemos fazer o mesmo nos dias de hoje?

Jesus está na verdade satisfeito com a existência de tantas denominações diferentes? Claro que não! Em João 17:20,21, Jesus orou a respeito daqueles que nEle crêem, "que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti". No denominacionalismo hoje, todas as pessoas são um como o Pai e o Filho são um? Certamente que não.

Então, como podemos ser apenas cristãos hoje sem contribuir para a divisão denominacional? Bem, como é que as pessoas faziam isso no primeiro século? Eles obedeceram os ensinamentos de Jesus dados no evangelho. A obediência ao evangelho limpou-os do pecado e, em seguida, o Senhor acrescentava-lhes a Sua igreja (Atos 2:36-41,47). Se você e eu seguimos o mesmo evangelho, não será a mesma coisa a acontecer com a gente (veja Atos 2:39)?

Mas suponha que em vez disso, você segue algum manual de doutrinas e normas humanas, credos, “colégio de bispos”, sínodo, ou a lei da igreja de alguma denominação, etc. O que então nos tornamos? Gostaríamos de tornar-se membros daquela denominação X, certo? ou, se seguimos as leis de alguma outra denominação, nos tornaríamos membros desse segmento para participar do rol de membros, receber uma carteirinha, etc.?

No entanto, seguindo apenas o Novo Testamento é que nos fará simplesmente filhos de Deus, assim como o fez no primeiro século (1 Pedro 1:22,23; Gal 3:26,27).

Doutrinas denominacionais gera membros denominacionais. O Novo Testamento gera apenas cristãos convertidos ao Senhor.

Que Deus nos livre a cada dia, nos ajudando a perseverar na fé.
"Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus." Gálatas 5:19-21

Esta semana, milhares de pessoas entregam-se aos transitórios e enganosos prazeres da carne. É a festa do Carnaval, antiga comemoração pré-cristã que sobrevive em algumas culturas, notadamente no Brasil, conhecido por ter "o mais animado" culto às obras da carne.

Na lista acima, feita por Paulo aos gálatas, vemos uma série destas obras. Quase todas podem ser relacionadas ao Carnaval. Uma festa em que costuma haver as mais diversas formas de diversão com base na entrega total das pessoas ao prazer proveniente da bebida, da comida e do sexo.

A partir deste comportamento sem freios, afinal, "é Carnaval", surgem as doenças sexualmente transmissíveis, os adultérios, os abortos, as brigas, assassinatos e os mais varidos modelos de zombaria ao que é puro e sagrado para a cultura cristã.

É curioso perceber, aliás, como a festa do Carnaval tem o mais amplo apoio do Estado e da Sociedade. Milhares de preservativos são distribuídos pelo governo para que as pessoas possam se entregar "protegidas" à imoralidade sexual de todo gênero.

Todo o aparato policial, médico e de infraestrutura urbana é oferecido para o conforto dos chamados "foliões" (palavra que deriva de folia que, por sua vez, significa "loucura"). Nada, enfim, deve atrapalhar a realização das obras da carne. A imprensa exalta os mais dissolutos e ai daqueles que se manifestarem de alguma forma críticos ao Carnaval.

Diante deste deprimente espetáculo anual que invade ruas e a mídia em geral, cuidemos para nos manter em Cristo, orando e estudando sua Palavra. Aproveitemos que é feriado para nos dedicar ao Senhor e para que estejamos fortalecidos em espírito a fim de que sejamos vitoriosos na luta contra a carne. Pois é bom lembrar que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

Nota:
Carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d.C.. É um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. O período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou do latim "
carne vale" dando origem ao termo "carnaval". (Fonte: Wikipedia)