Criticando a religião de outras pessoas?

Nós ouvimos freqüentemente que as pessoas costumam dizer, "eu não aceito criticar a religião de outras pessoas." Algumas pessoas ficam até irritadas – até mesmo violentas - quando as pessoas conflitam sua opinião. Certamente nós não devemos condenar as opiniões que são agradáveis a Deus, mas fazemos este meio que nós devemos é mesmo evitar indicar os erros religiosos e doutrinário de outros? Suponha que você sabe que um assassino arrombou a casa de um amigo seu, e está dentro da casa esperando ele chegar, mas seu amigo não sabe de nada. Quando você vê seu amigo indo para sua casa, o que você deve fazer? Certamente você não apenas deixaria ele ir para ser morto? Você não deve tentar o advertir sobre o perigo?
 
Agora suponha que seu amigo acredita em uma doutrina religiosa falsa. Mateus 7:15-23 adverte que muitas pessoas serão assim iludidas e pensarão que estão conservados salvos quando estão perdidos realmente. Suponha que este é o caso de seu amigo. Não sabe que está perdido, mas você o sabe. O que você deve fazer? Deve apenas deixa-lo ir sobre a condenação eterna? Certamente se você o ama, você deve adverti-lo dizendo-lhe sobre seu erro, você não deve? Claro que sim!

O que dizer sobre Jesus e seus apóstolos - falaram abertamente ao encontro do pecado nas vidas de outros, ou eles fizeram apenas "deixe a outra pessoa em paz" pois isso é opinião dela? Deixe-me sugerir uma ótima experiência. Comece ler o Novo Testamento, e faça uma anotação de cada passagem em que você encontra o erro religioso que está sendo repreendido por mestres fiéis a palavra de Deus. Eu afirmo que você terá muita dificuldade de encontrar nas páginas do Novo Testamento onde o erro não é condenado.

Do mesmo modo, nós devemos reprovar e repreender o erro, não por algum sentimento de orgulho ou superioridade, mas porque nós amamos verdadeiramente as almas das pessoas (2 Timóteo 4:2-4). Jesus disse: "Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te" (Apocalipse 3:19).

Um exemplo foi deixado. Nós o praticamos?

"Para isto fostes chamados, pois também Cristo sofreu por vós e vos deixou o exemplo, para que sigais os seus passos" 1 Pedro 2:21

Talvez o versículo acima seja um dos mais bonitos do Novo Testamento. Ele fala numa convocação para que santifiquemos nossa mente e nosso comportamento, tendo Jesus Cristo como o modelo absoluto. E isso olhando para o sofrimento do Filho, suportado em nosso favor, pecadores.

Não precisamos lembrar das humilhações, zombarias e de todo o cruel martírio pelo qual nosso Salvador passou para nos beneficiar com a remissão dos nossos pecados.

E sabemos também que nada podemos fazer para mérito nosso em retribuição ao Cristo Redentor. Ele nos chama, porém, como diz Pedro, a seguir seus passos. Tendo sido agredido, não retrucou. Tendo sido atacado, suportou.

Agora uma reflexão. Temos agido em conformidade ao modelo de Cristo? Temos de fato suportado as opressões da mesma maneira que Ele as suportou? E da mesma forma que Ele, tendo feito o bem e recebido em troca o mal, aceitamos os fatos?

Não devemos, portanto, esquecer que para seguir os passos de Jesus, copiar seu modelo, precisamos Amar mesmo nas mais adversas circunstâncias. De que adianta retribuir o Bem apenas quando recebemos o Bem? Isso em nada nos distingue dos que amam de forma carnal. A verdadeira prova que apontará a autenticidade do nosso comportamento cristão está em devolver o Bem aos que nos tratam maldosamente.

O homem tem algum tipo de participação na própria salvação ou a predestinação é que faz esta escolha?

Temos o livre arbítrio ou fomos já programados para amar ou odiar?Teria Cristo morrido somente para um grupo seleto de "predestinados" não dando a possibilidade para mais ninguém crer nele, ou Ele deu esta possibilidade para todos que ouvissem a Sua mensagem?Considere o que o próprio Deus disse: "Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor DEUS; Não desejo antes que todos se convertam dos seus caminhos, e vivam?" (Ezequiel 18:23)

Há incontáveis ensinamentos nas Escrituras que mostram a participação do homem como condição para uma comunhão com o SENHOR. E no Novo Testamento, quando Cristo ensinava sobre a questão do casamento, Ele deixou um ensinamento importante na perspectiva de condições humanas para se herdar o reino. Disse Jesus: "Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos, por causa do reino dos céus. Quem pode receber isto, receba-o." (Mateus 19:12)


As condições impostas aos homens

"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda" (João 15:1,2). É incontestável a participação do homem na condição de permanecer em Cristo. Se nós aceitamos as condições dele, produziremos bons frutos, e ele nos purificará, MAS, se estando nele (crendo), não produzirmos nada, nenhum fruto do caráter de Cristo, certamente seremos cortados.

"Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado; permanecei em mim(condição), e eu permanecerei em vós(resultado). Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se(novamente condição) não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim" (João 15:3,4). Deus não desperdiça palavras, se Ele não cansou de dar avisos quanto à nossa conduta, por que perderia este tempo se já tivesse simplesmente programado todos os que já nasceriam salvos e os que já nasceriam condenados?

Deixar de anunciar o evangelho é a principal consequência da ideia de predestinação universal, pois, se então vemos alguém que não crê em Cristo, simplesmente poderemos aceitar que este não é um "predestinado" e não temos nenhuma responsabilidade nem culpa nisso. Porém, não é isto que aprendemos das Escrituras.

E, quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, foi Paulo impulsionado no espírito, testificando aos judeus que Jesus era o Cristo. Mas, resistindo e blasfemando eles, sacudiu as vestes, e disse-lhes: "O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo, e desde agora parto para os gentios" (Atos 18:6).

Certamente homens foram escolhidos por Deus para cumprirem seu propósito aqui na terra - vide João batista e tantos outros - e hoje, temos o benefício de colher os frutos destes, ou de qualquer outro que o Senhor chamar - Deus o sabe - porém, não temos o direito de limitar a graça de Cristo, porque Deus amou o mundo (não somente o "mundo dos predestinados" como afirma aquele pregador), e se não tivesse amado a todos, talvez nós mesmos jamais teríamos a chance de conhecer este amor. Deus amou o mundo e Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

O mundo nos oferece o caminho largo que nos leva à perdição, porém Cristo ofereceu o caminho estreito que leva à vida, contudo, devemos escolher entre o que nos agrada e o que agrada ao Senhor. O fato de Deus já conhecer o futuro, não tira a nossa responsabilidade nesta escolha - a onisciência dele não anula o nosso livre arbítrio - Os desígnios de Deus não são limitados à mente humana, e quando não respeitamos isto, tropeçamos em nossos próprios raciocínios.

Asafe, o salmista, quase caiu neste engano: "Pois de contínuo sou afligido e cada manhã, castigado. Se eu pensara em falar tais palavras, já aí teria traído a geração de teus filhos. Em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim" (Salmo 73:14-16).

"O profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Porque quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém." (Romanos 11:33-36)

Estes grandes sábios, teólogos, doutores em hermenêuticas, homiléticas e das ciências etimológicas, que insinuam revelar a mente de Deus, deveriam ouvir o que o próprio SENHOR falou para aquele que Ele mesmo declarou como um justo no meio dos homens:

"Depois disto o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho, dizendo: Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento? Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me responderás. Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Faze-mo saber, se tens entendimento." (Jó 38:1-4)

Vamos cumprir a Palavra e aceitar todas as coisas que nos foram entregues, para o nosso próprio bem.

"Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue, e como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!" (Romanos 10:14-15)
[Salmo e cântico para o músico-mor, sobre Neginote] Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe; e faça resplandecer o seu rosto sobre nós (Selá.)

Para que se conheça na terra o teu caminho, e entre todas as nações a tua salvação.

Louvem-te a ti, ó Deus, os povos; louvem-te os povos todos.

Alegrem-se e regozijem-se as nações, pois julgarás os povos com eqüidade, e governarás as nações sobre a terra. (Selá.)

Louvem-te a ti, ó Deus, os povos; louvem-te os povos todos.

Então a terra dará o seu fruto; e Deus, o nosso Deus, nos abençoará.

Deus nos abençoará, e todas as extremidades da terra o temerão.



A verdadeira força sobre a terra

A distância do que nos exorta o Salmo 67 (acima) da realidade do mundo sob o pecado não deve nos desanimar a buscar o Senhor e a transmitir seu Evangelho. Pois é natural que diante de tanta zombaria, indiferença e negação da Palavra de Deus, acabemos também os cristãos indiferentes ao sofrimento alheio.

Deus porém nos manda amar sem buscar recompensas pessoais. Amar gratuitamente, da mesma forma com que Ele nos amou enviando seu filho para sofrer em nosso lugar. Devemos portanto amar porque Ele nos amou primeiro.

Num ambiente hostil à mensagem da Cruz em que os filhos de Deus são ridicularizados ou num mundo religioso confuso e cheio de doutrinas tortas, precisamos, ao contrário de desanimar, renovar a cada dia nosso ímpeto evangelizador e revelar às pessoas circundantes o poder da Palavra de Deus desde que mantida e transmitida em sua absoluta pureza.

Vivemos num ambiente incrédulo, idólatra ou com doutrinas erradas. Pois este ambiente não pode nos enfraquecer. Nós é que precisamos enfraquecê-lo. Temos Jesus e o Espírito Santo ao nosso lado. Por que então recuar?

O Poder do Amor em Cristo

Quando chegaram ao lugar chamado "A Caveira", ali crucificaram a  Jesus e aos dois criminosos, um à direita e outro à esquerda. Jesus dizia: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem". Depois, repartiram as vestes de Jesus, tirando a sorte" Lucas 23:33-34

Jesus Cristo, o Filho de Deus, morreu por nós pecadores na Cruz. No alto do Calvário, Ele pede ao Pai que perdoe os que clamaram por sua morte. Está sofrendo desde que começou seu martírio no Jardim do Getsêmani mas agora começa a agonizar com os pregos que perfuraram-lhe as extremidades do corpo.

Mesmo com tal sofrimento e incrível dor, Ele roga por aqueles que o cuspiram no rosto, que o zombaram, que o açoitaram e que articularam sua crucificação.

É difícil para nós compreendermos Jesus. Os menos esclarecidos dirão que Ele foi covarde. Há quem o qualifique como um louco. Podem pensar como os sumos sacerdotes que diziam que, se Ele fosse o Cristo, salvaria a si mesmo, depois de ter salvado outros antes.

Enquanto não compreendermos e sentirmos o Amor de Cristo não teremos a chave para entender seu gesto. Corremos o risco de fazer parte da massa ignorante e arrogante. Tudo se perderá na interpretação vã e estéril do sacrifício na cruz baseada a partir das experiências humanas. E, acima de qualquer esforço, apenas quem nasce de Deus conhece o Amor do Pai.

O problema está nisso: em ver a atitude de Jesus descrita em Lucas com as lentes da afeição natural e das paixões humanas. Esse olhar carnal não enxergará aquilo que apenas o espiritual vê e compreende. O fato é que Jesus amou seus inimigos e que o Pai amou a humanidade pecadora e desobediente enviando seu filho para nos livrar da morte eterna. Ele prova seu amor pelos homens porque Cristo foi morto sendo ainda nós pecadores (Rm 5:8). Esse amor é o verdadeiro e único modelo para a nossa salvação.

Porque Ele nos amou primeiro, devemos agora amá-lo como Ele ama. Mas jamais conseguiremos fazê-lo se não obedecermos as Palavras da Vida Eterna escritas no Novo Testamento. Consideras impossível amar o próximo e os inimigos? Acreditas ser inútil qualquer esforço neste sentido? Abandone os mitos, a idolatria e as paixões carnais. Experimente viver no Amor de Cristo e isso se tornará realidade em tua vida.